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Ponto de encontro do saquê

Pontos de encontro do saquê nos EUA

Procurando pelo melhor saquê, preços de saquê ou harmonização de saquê? Drink de saquê, comparação de rótulos ou qualquer outra informação sobre saquês, você está no lugar certo. Este site está aberto ao público, aos sommelieres de saquê, produtores de saquê, concurso de saquê, clubes de saquê, consumidor de saquê, amante de saquê, vendedor de saquê e fãs de saquê. Conheça o saquê, como beber, saborear, seu aroma, o copo ideal, o coquetel, as lojas, o preço e encontrar qualquer informação específica sobre cada saquê. O ponto mais importante é se divertir, sem mensalidade, sem custo, apenas se divertir e compartilhar uns aos outros.
(conteúdo original de sakehub.com).

Rótulos selecionados por categoria

Honjozo Ginjo Daiginjo
Ozeki Karatamba Hakkaisan Ginjo Born Yume wa Masayume
Ban Ryu Kokuryu Tokusen Suehiro Ken
Ura Gasanryu Koka Gasanryu Kisaragi
Seiryo Miyosakae Tanrei Moriko
Junmai Junmai Ginjo Junmai Daiginjo
Sho Chiku Bai Classic Hananomai Junmai Ginjo Kotsuzumi Rojo Hana Ari
Kariho Namahage Sato No Homare Hananomai Junmai Daiginjo
Ozeki Sake Pure Fukucho Tsukasabotan King of Peony
Bijofu Junmai Urakasumi Zen Dassai 23
Tyku Silver Hakkaisan Junmai Ginjo Dassai 50
Ura Gasanryu Fuka Momokawa G Joy Wakatake Onigoroshi Junmai Daiginjo
Asabiraki Suijin Tatenokawa 50 Ozeki Judan Jikomi
Nate Kuroushi Dassai 39 Otokoyama Daiginjo
Amabuki Yamahai Kikusui Chrysanthemum Mist Kubota Manju
Jizake Tenzan Tyku Black Kyokusen
Tatenokawa 18 Nakadori
Myouka Rangyoku
Houreki Daishichi
Gasanryu Gokugetsu
Sasaichi Tenkyu
Seiryo Miyosakae Tenmi
Isojiman Junmai Daiginjo 50
Dassai Beyond
Nigori Sparkling Others
Sayuri Ozeki Hana Fuga Hakutsuru Draft
Shirakawago Sasanigori Ozeki Hana Awaka
Kikusui Perfect Snow Dewazakura Tobiroku
Sho Chiku Bai Creme de Sake Mio Sparkling
Tyku Coconut Hana Hou Hou Shu

Lojas de saquê (EUA)

New York Boston Los Angeles
Sakaya NYC True Sake

Bares de saquê (EUA)

New York New Jersey Boston California New Orleans Chicago
Sakamai Izakaya Borgata O Ya Yojie Sake Bar Chiba Nola Mizu
Sakagura Katana Robata Yuki Izakaya Arami
Izakaya Hagi Sushi Ran
Sake Bar Decibel Robata Grill
Kasadela
Satsko

Drinks e coquetéis de saquê

  • Sake Martini
  • Kamikaze (Japanese version)

Sommeliers de saquê (EUA)

  • Rick Smith
  • Hiroko Furukawa
  • Kosuke Kuji
  • Tim Sullivan
Entenda como um bom Sakê é produzido

Entenda como um bom Sakê é produzido

O sakê, bebida tradicional japonesa, está cada vez mais presente no dia a dia do brasileiro. Ele pode ter um sabor adocicado ou seco e ser mais encorpado ou leve. A bebida faz muito sucesso em drinks e, é claro, combina com os mais deliciosos pratos de culinárias variadas. Como consequência, os  os apreciadores da bebida  procuram opções especiais e diferenciadas. Se esse é seu caso, leia nosso post e entenda como um bom sakê é produzido!

Arroz, o ingrediente principal

O arroz é um dos ingredientes mais tradicionais do Japão, e foi trazido da China entre os séculos II e III a.C. Os primeiros registros de que o alimento foi transformado em bebida datam de 300 a.C., e o costume da época dizia que o sakê era uma bebida dos deuses. Segundo a lenda, mulheres virgens mastigavam o arroz e o cuspiam em um tacho para que a saliva “pura” o transformasse em bebida purificada.

Curiosidades sobre o sakê

Antes de explicar como é feita a produção da bebida nos dias de hoje é necessário esclarecer uma curiosidade. No Japão, o ideograma que representa a palavra sakê faz menção a todos os tipos de bebida alcoólica. No resto do mundo, porém, a palavra dá nome à tradicional bebida japonesa.

Inicialmente, o sakê era feito à base de água e arroz. Com a chegada da Segunda Guerra Mundial, outros ingredientes como álcool e glicose foram adicionados à mistura para reduzir a quantidade de arroz necessária para produzi-la. Para saber mais mitos e verdades sobre a bebida, clique aqui.

Como é a produção atual

Existem alguns tipos de arroz próprios para a produção de sakê. Entre eles, o mais comum é o Yamadanishiki, utilizado em sakês de qualidade. Outras variedades são o Omashi, Miyama Nishiki e Gohyakumangoku. O arroz deve ser lavado e cozido no vapor para ser misturado com a água, fermento e Koji, que é o arroz que foi fermentado separadamente.

Depois desse processo, ocorre a fermentação, que é feita em um grande tanque chamado shikomi e pode durar mais de 30 dias. Quando esse período acaba, a mistura é prensada e filtrada, estando pronta para o processo de pasteurização. Então, ela descansa por 6 meses. Ao fim desse tempo, o sakê pode ser misturado com a água para reduzir o grau alcoólico e geralmente é pasteurizado novamente antes de ser embalado.

Cada tipo, um sabor

A possibilidade quase infinita de combinação dos grãos de arroz permite que haja grandes variações no sabor da bebida, sem perder a qualidade e a essência que tanto agrada aos seus admiradores. Entre os diversos tipos, o Junmai se destaca por ser considerado puro. O Honjozo tem o mesmo tratamento nobre, mas recebe um pouco de álcool etílico destilado ao final da preparação, o que deixa o sabor mais suave.

O Ginjo recebe grãos polidos até atingirem 60% de seu tamanho original, ou seja, retira-se 40% da sua capa com concentração de proteína. Além disso, o processo de fermentação é longo, resultando em um sakê tipo premium. O Daiginjo também é reconhecido por seu processo de produção que envolve grãos de qualidade e processos de produção artesanais e diferenciados.

E você, tem mais alguma dúvida sobre o processo de produção do sakê? Deixe um comentário e participe!

5 melhores restaurantes japoneses para beber sakê no Brasil

5 melhores restaurantes japoneses para beber sakê no Brasil

Uma das boas formas para se beber sakê é a partir de um bom menu, principalmente se a escolha das comidas também vem da cultura do sol nascente.

Por isso, resolvemos criar uma pequena lista com alguns dos melhores restaurantes japoneses espalhados pelas principais cidades do Brasil, entre espaços tradicionais e modernos. O importante é: boa comida e, é lógico, um belo sakê para acompanhar. Vamos conhecer?

Azumi (Rio de Janeiro, RJ)

restaurante_azumiUm dos mais tradicionais restaurantes japoneses em terras cariocas (daqueles que se tira o sapato antes de entrar), o Azumi fica localizado no bairro de Copacabana. Ele tem à frente da cozinha Isao Ohara e seu filho, Hajime. O cardápio é bem voltado aos clássicos, mas possui algumas criações da dupla de chefs.

Em que outro lugar seria possível provar iguarias fora dos padrões brasileiros, como gafanhotos, larvas de abelha e wasabi curtido? E atenção: o Azumi está quase sempre cheio, então é preciso ter paciência para poder conhecer um dos melhores restaurantes japoneses do Rio.

 

Udon (Belo Horizonte, MG)

restaurante_udonOs mineiros também não ficam atrás quando o assunto é provar iguarias japonesas e beber sakê. O restaurante Udon foi aberto há 8 anos e vem conquistando uma clientela fiel e vários prêmios. O cardápio é variado e, entre as criações da casa, assinadas pelo chef Marcelo San, os destaques são o famoso sushi de foie gras (patê de fígado de ganso) e o tempura de camarão com coco ao molho de caipirinha.

 

Jun Sakamoto (São Paulo, SP)

restaurante_junO sushiman Leonardo Jun Sakamoto é um aclamado chef da culinária japonesa no Brasil. E não por acaso, o seu espaço na capital paulista é considerado um dos melhores restaurantes japoneses, não apenas da cidade, mas do país. No balcão, com vista para a cozinha aberta, sentam-se até 12 pessoas, mas apenas 8 são servidas pessoalmente por Jun, que prepara um menu degustação com 16 peças, um prato quente e uma sobremesa.

O restaurante tem, no total, 34 lugares, bastante disputados. As reservas devem ser feitas com antecedência.

 

Huto (São Paulo, SP)

restaurante_hutoA cidade que abriga a maior colônia japonesa fora do Japão teria que ter mais do que uma opção na nossa lista. Localizado no bairro de Moema, o Huto — assim como o Jun Sakamoto — tem uma estrela no Guia Michelin. E as coincidências entre os dois não param por aí. O dono do Huto, Fabio Yoshinobu Honda, já foi maître do Jun Sakamoto.

A grande pedida desse restaurante japonês, que só abre para o jantar, são os três menus degustação oferecidos pela casa e os tempuras de ovinhos de codorna servidos em ninho de alho poró.

 

New Koto (Brasília, DF)

restaurante_newkotoE vamos terminar a nossa lista com os melhores restaurantes japoneses na capital, Brasília. O New Koto, localizado na 212 Sul, é um considerado um refúgio para quem deseja se sentir no Japão fora de casa. No serviço apenas a la carte, os peixes — sempre elogiados pelo extremo frescor — estão em combinações clássicas. E se for para beber sakê, sem problemas: a casa possui sempre uma seleção de alguns rótulos da bebida.

E então, quais dos restaurantes japoneses da nossa lista você já conhece ou pretende conhecer em breve? Lembre-se de sempre buscar harmonizar a escolha das comidas para poder beber sakê aproveitando todo o universo de aromas e gostos. Não se esqueça também de que, embora os bons restaurantes tenham carta de sakês, a variedade pode se restringir a algumas marcas, dificilmente ultrapassando 20 opções. Na nossa loja virtual são mais de 100 rótulos disponíveis!

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Você sabe como preparar sashimi? 4 dicas que vão te ajudar

Você sabe como preparar sashimi? 4 dicas que vão te ajudar

Sashimis costumam ser um dos pratos mais apreciados pelos amantes da comida japonesa. A preparação até que é simples num primeiro olhar, mas envolve alguns rituais e dicas para aproveitar ao máximo o sabor e a textura de cada peixe.

Por isso, no post de hoje, vamos oferecer dicas preciosas sobre o que você deve observar na hora de preparar sashimi. Imperdível!

O que é sashimi?

Basicamente uma carne crua, fatiada e servida. O sashimi pode ser de carne vermelha, frango ou outros tipos de animais, mas o preparo mais popular é à base de frutos do mar e peixes.

No Brasil e em grande parte do mundo, o mais popular é o de salmão, embora no Japão a preferência seja servir o peixe cozido no sal.

Quais são as dicas para prepará-lo?

 

1. Tudo começa com a qualidade do peixe

A nossa primeira dica na hora de preparar sashimi é escolher (muito bem!) o peixe a ser usado. É preciso conhecer a fundo os cortes para evitar dores de cabeça. Inclusive, existem peixes venenosos que, quando cortados da forma errada, podem até matar. É o caso do Fugu (Baiacu ou Blowfish).

Para preparar sashimi sem susto, recomendamos, em primeiro lugar, uma ótima peixaria. As dicas para reconhecer um peixe fresco são: barriga firme ao toque, pele brilhante, escamas firmes, olhos brilhando, cheiro de maresia.

2. Os diferentes cortes para preparar sashimi

Não é coincidência o Japão ter as melhores facas do mundo. Como prova do extremo cuidado no preparo dos alimentos, eles levam muito a sério o assunto. Se você escolheu um peixe inteiro, vai precisar preparar o filé e tirar a pele (no caso do salmão, aproveite para fazer salmão skin!).

Depois de limpo e já na tábua, começa a parte interessante: o corte. São vários os que os chefs de culinária japonesa dominam, mas você, na verdade, só precisa conhecer os dois mais básicos:

  • Hira-zukuri: corte retangular, o mais comum de todos. O corte é feito do lado direito do filé, da base à ponta da faca, em um só movimento. Esse corte é legal para filés entre 0,5 ou mais de 1 cm de espessura e é normalmente usado para salmão e atum.
  • Usu-zukuri: o corte em fatias finas. Feito do lado esquerdo do filé, e a faca segue em diagonal, quase na horizontal, atravessando as fibras da carne. O resultado são fatias fininhas, perfeito para peixes firmes e brancos.

3. A etiqueta do sashimi

E, por mais que a tentação seja grande, é preciso presar atenção à etiqueta na hora de consumir o sashimi. Exemplos:

  • Só coloque no seu pote a quantidade certa de molho de soja;
  • Uma das grandes controvérsias diz respeito ao wasabi (raiz forte). Embora muitos japoneses façam questão de manter ambos separados, hoje em dia é possível achar pessoas que misturem os dois. Na verdade, cada tipo de peixe requer uma quantidade de wasabi;
  • Perfumes e colônias muito fortes não costumam ser legais na hora de se deliciar com sashimis. A razão é simples: os gostos são tão delicados que um cheiro mais forte pode afetar o paladar na hora de aproveitar a iguaria que você teve tanto trabalho para preparar.

4. Harmonizando com um bom sakê

A experiência só é completa quando podemos preparar sashimi e consumi-lo com um bom sakê, certo? Então seguem as nossas dicas para harmonizar comida e bebida com perfeição!:

Ficou com água na boca? Para sempre receber dicas e postagens sobre o universo dos sakês e da cultura japonesa, não deixe de curtir nossa página no Facebook!

Como beber sakê: em qual temperatura devo servir a bebida?

Como beber sakê: em qual temperatura devo servir a bebida?

O sakê é mais do que apenas “algo para beber”. Ele é feito para se degustar e apreciar. E para poder aproveitar melhor os sabores dessa tradicional bebida japonesa, é interessante aprender como servi-la, não é mesmo?

Pois o post de hoje no blog vai se dedicar ao assunto. Afinal, como beber sakê?

Como beber sakê — as várias temperaturas de serviço

Muito embora, segundo especialistas, a maioria dos sakês possa ser consumido em temperatura ambiente, é sabido que, dependendo do tipo, ele pode ser beneficiado ao fazer um controle da temperatura. Separamos aqui as quatro principais categorias dentre 10 possíveis entre 5 e 55°C:

  • Gelado (5°C) — chamado de Yuki Bie, traz mais refrescância para a bebida e o aroma é mais sutil.
  • Frio (15°C) — em japonês, Suzu Hie. Mais indicado para sakês Premium, para poder apreciar os sabores mais sutis.
  • Ambiente (20°C) — ou Jou On (Jo On significa temperatura ambiente). É possível apreciar os sabores e aromas da bebida.
  • Morno (35°C) — Hitohada Kan é o serviço na temperatura corporal (média 36°C). O aroma e sabores, a essa temperatura, ficam mais suaves.

As temperaturas mais altas são boas para descobrir os bons sakês, já que acentuam aromas e sabores. Mas cuidado para escolher um rótulo que não cause alteração das propriedades com o aquecimento.

Para servir o sakê morno, coloque menos que 180ml na garrafinha, deixe até 2 minutos em banho Maria — água fervente — e tire para servir.

Sakê com gelo?

Essa é uma pergunta mais comum do que se imagina, principalmente em lugares mais quentes (como é o nosso caso). E a resposta, para surpresa de muitos é: sim. Dependendo do tipo de sakê, ele pode ser apreciado com gelo e, devido à versatilidade da bebida, ela vem sendo cada vez mais usada como ingrediente para drinks que também levam gelo, como a brasileiríssima caipirinha.

Recipientes para degustar o sakê

Como dissemos logo no início, aprender como beber sakê significa buscar maneiras de apreciar melhor essa bebida. No Japão, existem rituais, mas não precisamos ir tão longe. Seguem alguns utensílios para auxiliar na degustação:

  • Garrafinha e copinhos (Choko e Choco) — de porcelana ou cerâmica, têm capacidade para 180ml e para doses de 45ml, servidas nos copinhos.
  • Jarra (Tokurri) — para servir doses maiores de sakê, entre 180 e 360ml.
  • Masu — é aquele copinho quadrado, bem tradicional e também usado como forma de medida. Embora seja mais usado em cerimônias, nada impede que você adote esses copos na sua casa.

Vale lembrar que o sakê também pode ser servido em taças de licor, cachaça e até aqueles copos de shot.

E uma curiosidade para arrematar o post: muito embora o sushi possa parecer a pedida certa para degustar o sakê, a verdade não é essa. Por serem dois elementos de mesma base, o arroz, eles não se complementam para extrair os melhores sabores e aromas um do outro. Na hora de harmonizar, prefira os sashimis, além de peixes assados ou grelhados com legumes.

Agora que você já aprendeu como beber sakê, aproveite para se deliciar entre sabores e possibilidades dessa icônica bebida japonesa. E comente aqui as suas experiências e dúvidas!

 

Conheça mais sobre a história do vinho

Conheça mais sobre a história do vinho

O vinho é uma das bebidas mais estimadas ao redor do mundo. Muito valorizada nos países da Europa, estima-se que no Brasil o consumo per capita por ano é de duas garrafas por pessoa. Ou seja, não se pode negar que a bebida é bem querida ao redor do planeta, e esse carinho começou há muitos anos, quando o vinho ainda era conhecido como “a bebida dos deuses”. Delicie-se com a história do vinho no post de hoje!

Desde a Idade da Pedra

Muitas pessoas já associam a existência do vinho ao período romano, pois o consumo está até mesmo registrado em uma das passagens mais importantes da Bíblia, em que Jesus transforma água em vinho. Porém, há registros históricos da produção da bebida desde a Idade da Pedra, devido a indícios de plantio organizado de vinhas na região da Geórgia, no Cáucaso. Na região da Armênia, foram encontradas prensas e outros equipamentos utilizados na produção da bebida que datam de 4.000 a.C.

O registro da Grécia

Uma das mais ilustres aparições do vinho em obras de arte acontece em obras gregas, de 750 a.C. Ilíada, de Homero, e Odisseia, de Ulisses. Essas importantes obras relatam o consumo da bebida na Grécia, onde era considerada a “bebida dos deuses”. A relação com o sagrado era tão forte que o povo tinha um Deus, de nome Dionísio, só para cultuar o vinho. Além disso, atribui-se aos gregos a criação da ânfora, uma espécie de vaso utilizado para fermentar e transportar a bebida.

História do vinho: romanos e egípcios

Entre os povos antigos, não foram só os gregos que estiveram envolvidos na história do vinho. Os romanos, por exemplo, são os responsáveis pelo aumento da produção e do consumo da bebida, que ocorreu durante o Império Romano sob o comando de Júlio César. Assim como os gregos, esse povo também tinha um Deus para celebrar o vinho, chamado de Baco.

Quando o Império Romano caiu, ocorreu uma diminuição na quantidade e na qualidade do vinho produzido, devido às invasões bárbaras. A Igreja Católica ficou então responsável pela preservação da cultura da vinha nos mosteiros. Os monges, então, aperfeiçoaram as técnicas, identificaram as melhores cepas de uva para a produção do vinho, melhores podas e cercaram os melhores vinhedos. Assim, com o fim dos conflitos, a qualidade da bebida melhorou e o comércio se aqueceu.

Os egípcios também têm uma passagem importante na existência do vinho. Nessa cultura, muito ligada à religião, os faraós queimavam as plantações de uva como sacrifício aos deuses, enquanto os sacerdotes bebiam o vinho para realizar rituais sagrados. Foram os egípcios também que começaram a fazer inscrições nas jarras das bebidas com informações sobre a produção da bebida, como as vinhas e o ano da safra, configurando os primeiros rótulos.

A chegada no novo continente

As plantações de uva e produção de vinho foram trazidas para as Américas com a colonização europeia, pois a bebida vinda dos navios não era suficiente para abastecer a tripulação. Com a Revolução Industrial e a descoberta de novas técnicas de fermentação por Pasteur, o processo de fabricação ficou mais simples e a bebida se popularizou, até chegar no atual posto de segunda bebida mais consumida do mundo, atrás apenas da cerveja.

E o oriente?

Acredita-se que o vinho surgiu no sul da Ásia e só depois expandiu para a África e Europa. No continente asiático, porém, ele não era exatamente a bebida mais popular na antiguidade: esse posto pertence aosakê, que coincidentemente é conhecido como “vinho de arroz”.

O processo de produção e fermentação das duas bebidas é parecido, e, assim como a uva, o arroz possui uma boa quantidade de açúcares que são fermentados ao entrarem em contato com o koji (no vinho, são usadas leveduras). As coincidências não param por aí: a bebida japonesa também era considerada sagrada antes de se popularizar, da mesma forma que ocorreu com o vinho.

Quer saber mais sobre a história do vinho, sakê e outras bebidas fermentadas? Curta a nossa página no Facebook e fique por dentro das novidades!