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O sakê, bebida tradicional japonesa, está cada vez mais presente no dia a dia do brasileiro. Ele pode ter um sabor adocicado ou seco e ser mais encorpado ou leve. A bebida faz muito sucesso em drinks e, é claro, combina com os mais deliciosos pratos de culinárias variadas. Como consequência, os  os apreciadores da bebida  procuram opções especiais e diferenciadas. Se esse é seu caso, leia nosso post e entenda como um bom sakê é produzido!

Arroz, o ingrediente principal

O arroz é um dos ingredientes mais tradicionais do Japão, e foi trazido da China entre os séculos II e III a.C. Os primeiros registros de que o alimento foi transformado em bebida datam de 300 a.C., e o costume da época dizia que o sakê era uma bebida dos deuses. Segundo a lenda, mulheres virgens mastigavam o arroz e o cuspiam em um tacho para que a saliva “pura” o transformasse em bebida purificada.

Curiosidades sobre o sakê

Antes de explicar como é feita a produção da bebida nos dias de hoje é necessário esclarecer uma curiosidade. No Japão, o ideograma que representa a palavra sakê faz menção a todos os tipos de bebida alcoólica. No resto do mundo, porém, a palavra dá nome à tradicional bebida japonesa.

Inicialmente, o sakê era feito à base de água e arroz. Com a chegada da Segunda Guerra Mundial, outros ingredientes como álcool e glicose foram adicionados à mistura para reduzir a quantidade de arroz necessária para produzi-la. Para saber mais mitos e verdades sobre a bebida, clique aqui.

Como é a produção atual

Existem alguns tipos de arroz próprios para a produção de sakê. Entre eles, o mais comum é o Yamadanishiki, utilizado em sakês de qualidade. Outras variedades são o Omashi, Miyama Nishiki e Gohyakumangoku. O arroz deve ser lavado e cozido no vapor para ser misturado com a água, fermento e Koji, que é o arroz que foi fermentado separadamente.

Depois desse processo, ocorre a fermentação, que é feita em um grande tanque chamado shikomi e pode durar mais de 30 dias. Quando esse período acaba, a mistura é prensada e filtrada, estando pronta para o processo de pasteurização. Então, ela descansa por 6 meses. Ao fim desse tempo, o sakê pode ser misturado com a água para reduzir o grau alcoólico e geralmente é pasteurizado novamente antes de ser embalado.

Cada tipo, um sabor

A possibilidade quase infinita de combinação dos grãos de arroz permite que haja grandes variações no sabor da bebida, sem perder a qualidade e a essência que tanto agrada aos seus admiradores. Entre os diversos tipos, o Junmai se destaca por ser considerado puro. O Honjozo tem o mesmo tratamento nobre, mas recebe um pouco de álcool etílico destilado ao final da preparação, o que deixa o sabor mais suave.

O Ginjo recebe grãos polidos até atingirem 60% de seu tamanho original, ou seja, retira-se 40% da sua capa com concentração de proteína. Além disso, o processo de fermentação é longo, resultando em um sakê tipo premium. O Daiginjo também é reconhecido por seu processo de produção que envolve grãos de qualidade e processos de produção artesanais e diferenciados.

E você, tem mais alguma dúvida sobre o processo de produção do sakê? Deixe um comentário e participe!

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