Select Page
Compartilhe: Share on Facebook0Share on Google+0Tweet about this on Twitter0Share on LinkedIn0

Não importa se você já é um apreciador de carteirinha de sakê ou se está apenas começando a se interessar pela bebida nipônica: de qualquer modo, com certeza já te aconteceu de comprar uma garrafa que você não pretendia abrir imediatamente — seja devido a uma promoção imperdível ou só para deixar em casa esperando por uma ocasião especial, não é? Nessa hora, é bem provável que tenha te ocorrido a seguinte dúvida: como é que se guarda esse tipo de bebida na despensa?

Para a sua informação, os seus sakês não devem ser guardados da mesma forma que você armazena seus licores ou vinhos. Então aprenda a cuidar deles do jeito certo no post de hoje!

Conheça os maiores inimigos do sakê

Quatro coisas podem estragar o seu sakê antes mesmo de você abrir a garrafa:

  • A luz, tanto do sol quanto de lâmpadas fluorescentes;
  • O calor — uma garrafa fechada aguenta, no máximo, temperaturas de até 20°C;
  • O oxigênio, que assim como acontece com algumas outras bebidas, pode oxidar o seu sakê;
  • E os movimentos bruscos e vibrações, que — acredite! — podem interferir no equilíbrio de sabor e aroma do sakê, especialmente no caso de sakês Nigori, que não são filtrados.

Para conservar seu sakê por mais tempo, portanto, o melhor é guardá-lo em garrafas escuras (ou embrulhadas em jornal), dentro da geladeira (ou em uma adega), bem vedadas (mesmo depois de abertas) e a salvo de batidas e sacudidas (nada de deixá-las debaixo da escada ou na porta da geladeira).

Saiba a diferença entre pasteurizado e semipasteurizado

Além de todos esses cuidados, também é bom descobrir se o sakê que você está guardando pasteurizado ou apenas semipasteurizado. Se for pasteurizado — é o caso da maioria deles, como Honjozo, Junmai e Ginjo —, ele não possui data de validade, embora seja preferível bebê-lo até dois anos depois da fabricação ou dentro de alguns meses após aberto e guardado na geladeira.

Por outro lado, os sakês semipasteurizados — do tipo Nama — são bem mais sensíveis, não resistindo a temperaturas superiores a 10°C mesmo estando fechados e devendo ser bebidos em até 6 meses após o engarrafamento e duas semanas depois de abertos.

Armazene corretamente para não se preocupar com a validade

Já te demos uma ideia de qual é o prazo ideal para consumir um sakê, dependendo de ser pasteurizado ou semipasteurizado, mas vale ressaltar aqui que ainda que não tenha data de vencimento, seu sabor pode ir mudando com o tempo, principalmente se ele não for armazenado corretamente, daí a importância de seguir as nossas dicas com cuidado!

Fique de olho na data de produção do seu sakê (que deve estar, no rótulo ou na garrafa, perto dos símbolos “製造年月”) e guarde-o longe dos inimigos de que falamos acima para que ele não perca em qualidade, ok?

Não tente amadurecer seus sakês em casa

Por último, não se esqueça de que apesar de ser chamado de vinho de arroz, o sakê é bem diferente do vinho feito com uvas, e não dá para deixar uma garrafa “amadurecendo” na sua adega como você faria com outra bebida. Na verdade, a maioria dos sakês não envelhece bem, exceto no caso do Koshu, que é amadurecido pelos próprios produtores, ganhando um sabor bem próximo do mel. Mas para qualquer outro tipo, o melhor é não esquecer a garrafa na despensa, viu?

Gostou de descobrir a maneira certa de guardar seus sakês? Então assine a nossa newsletter e não perca mais nenhuma novidade sobre as mais deliciosas bebidas do Japão!

Compartilhe: Share on Facebook0Share on Google+0Tweet about this on Twitter0Share on LinkedIn0